Sexta-feira, 24 de Julho de 2009

A propósito do post "A viagem", e seguindo a peugada da temática da expansão Portuguesa, na vertente menos conhecida e divulgada, que é, no fundo, o seu lado negro e abominável, e tendo como background as "7 maravilhas de origem Portuguesa no mundo", lanço, para reflexão, sem  comentários, um post para cada país.

Como a 29 deste mês se completam 495 anos do Alvará de Afonso de Albuquerque para Goa, é pela Índia que lhes dou início.

 

'maravilhas' Basílica de Bom Jesus de Goa

e Fortaleza de Diu

 

. Porém [o capitão António de Faria] não deixou de acenar aos soldados que continuassem com o que tinham entre mãos, que era escolher a prata que se achava nos caixões de mistura com os ossos dos finados que também estavam dentro.

(Fernão Mendes Pinto, Peregrinação, 1614)

 

. Na Índia (…) o pior que lá há fomos nós, que fomos danar terra tão maravilhosa com nossas mentiras, falsidades, burlas, trapaças, cobiças, injustiças e outros vícios que calo.

(Diogo do Couto, Soldado Prático, 1616)

 

. E para dar uma noção das pessoas que para aqui vieram de Portugal, são a escória desse reino, e os mais desregrados nele, e que não podem lá permanecer. (…) Se falamos dos que nasceram na Índia de pais Portugueses, reconhece-se serem ainda piores.

(carta de Frei Pietro Avitabile, Goa, 31 de Dezembro de 1645)

 

. Não se pode confiar nos canarins pois são totalmente inúteis (infeliz ou felizmente para nós, conforme o caso) e nem sequer podem defender as suas próprias casas, muito menos atacar e conquistar fortalezas.

(Assentos do Conselho do Estado da Índia, V, 1696-1750)

 

. A experiência demonstrou que qualquer pessoa com coração aberto e sincero que tenha que tratar com gentios de qualquer casta, especialmente Brâmanes, pode dar-se por perdido. Estará inevitavelmente enganado se não resistir à doçura, submissão, e às boas maneiras aparentes que usam. Não há ninguém que confie ou seja leal com qualquer outra pessoa, e são de sua natureza mentirosos e fraudulentos.

(D. Pedro d'Almeida, Vice-Rei da Índia, 1750)

 

. Além disso, proíbo que meus vassalos que se casem com mulheres Índias ou seus descendentes sejam chamados de cabouclos ou qualquer outro nome que possa parecer insultuoso.

(Decreto Real de 4 de Abril de 1755)

 

. Carrega pimenta e deita-te a dormir.

(conselho de Tristão da Cunha ao filho quando este foi nomeado Governador da Índia)



publicado por rais parta ó miúdo! às 01:30 | link | comentar

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