Segunda-feira, 7 de Setembro de 2009

A independência do Brasil, surgiu, como um conselho que o pai dá ao filho. João VI, saindo a contragosto da opulenta e alegre sede tropical do Império Português, que treze anos antes fora transferida para o Rio de Janeiro, fora de alcance das tropas Napoleónicas, murmurou ao ouvido de Pedro, seu jovem herdeiro, que deixava no Rio:

 

"Se um dia o Brasil tiver de separar-se de Portugal, cinge tua cabeça com a coroa, antes que um qualquer aventureiro se apodere dele".

 

O Príncipe Regente, no ano seguinte, a 7 de Setembro de 1822, seguiu à risca o conselho paterno, graças a uma acção que passou à posteridade como o "Grito do Ipiranga". Na margem duma ribeira do estado de São Paulo, onde passava com o seu séquito, influenciado por alguns conselheiros 'patriotas', e, disposto a revoltar-se contra as ordens da Corte, que exigiam o seu regresso a Portugal, Pedro desembainhou a espada e fez ressoar na estrada deserta o grito "independência ou morte!", selando um novo destino político para o Brasil. Desse modo, sem povo, sem batalha e sem glória, apoderou-se da coroa e tornou-se Pedro I do Brasil (IV de Portugal, por sete dias da Ânua de 1826).

Foi a comemoração dos 187 anos deste grito, que, mais uma vez, o Hotel Paraíso, albergou, de sábado para domingo, organizado pela comunidade Brasileira Albufeirense. Festa de desrespeito por quem os acolhe e lhes põe, a eles e aos deles no Brasil, o pão nos estômagos, sim, porque basta uma remessa de 170 Euros para garantir um ordenado mínimo à família, em terras de Santa Cruz.

A ignorância tolda-lhes o espírito de verde e amarelo e, não os deixa alcançar a dúvida do que seria a sua terra, hoje, se o gaiato de 24 anos, a conselho do Rei de Portugal, não tivesse declarado a tal independência e, Franceses ou Holandeses a tivessem reclamado, já que, nas suas grandes linhas, o Imperador manteve as mesmas características que o período colonial, marcado pelo trabalho escravo, pela monocultura e pelos latifúndios, tal como manteve intactos os privilégios da aristocracia, em suma, a Vera Cruz dos nossos dias.

 



publicado por rais parta ó miúdo! às 01:06 | link | comentar

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